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Surto de Sarampo em São Paulo: Como Proteger as Crianças e Entender o Plano Vacinal.

  • Horizonte Terapêutico
  • 6 de ago.
  • 3 min de leitura

O avanço dos casos de sarampo no estado de São Paulo acendeu o alerta das autoridades de saúde, pediatras e famílias. Uma doença que por muito tempo esteve sob controle voltou a circular devido à queda nas taxas de cobertura vacinal.


O sarampo não é apenas uma infecção infantil comum: trata-se de uma doença viral grave e extremamente contagiosa. Entender como o vírus se espalha, reconhecer os primeiros sinais e manter o cartão de vacina atualizado são as medidas mais eficazes para proteger as crianças.


🛡️ Plano Vacinal Infantil e a "Dose Zero"

A vacinação é a única forma eficaz de prevenção. No Brasil, o imunizante está disponível gratuitamente no SUS e na rede privada através da Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) e da Tetraviral (que inclui a proteção contra varicela/catapora).


Diretrizes de Vacinação:

Bebês de 6 a 11 meses (Dose Zero): Aplicação emergencial recomendada para bebês que vivem ou vão viajar para locais com surto ativo.


Atenção: Essa dose garante proteção imediata, mas não substitui as doses de rotina.


Crianças aos 12 meses: Primeira dose regular da vacina Tríplice Viral.


Crianças aos 15 meses: Segunda dose regular com a vacina Tetraviral (ou Tríplice + Varicela).


Crianças maiores e adultos (até 29 anos): Devem ter duas doses devidamente registradas na carteirinha.


Adultos (de 30 a 59 anos): Devem comprovar ao menos uma dose registrada.


🔍 Como Identificar os Sintomas

O sarampo evolui em duas fases principais. Saber reconhecê-las ajuda a buscar atendimento médico sem demora:


1. Fase Inicial (Primeiros 3 a 5 dias)

Febre alta: Costuma surgir de forma repentina (frequentemente acima de 38,5 °C).


Sintomas respiratórios: Tosse seca e contínua acompanhada de coriza (nariz escorrendo).


Irritação ocular: Conjuntivite, olhos avermelhados, lacrimejantes e sensibilidade à luz (fotofobia).


Sinal de Koplik: Pequenos pontos brancos com fundo avermelhado na parte interna da bochecha.


2. Fase das Erupções Cutâneas (Manchas na Pele)

Progressão das manchas: Surgem primeiro no rosto, atrás das orelhas e na linha do cabelo, avançando nos dias seguintes para o pescoço, tronco, braços e pernas.


Pico da febre: A temperatura corporal costuma atingir o ponto mais alto no momento em que as manchas se espalham pelo corpo.


⚠️ Transmissão e Passos de Profilaxia

O vírus é transmitido por gotículas respiratórias expelidas ao falar, tossir ou espirrar, podendo permanecer suspenso no ar em ambientes fechados por até duas horas.


O que fazer em caso de suspeita ou exposição:

Isolamento imediato: Afaste a criança de creches, escolas e locais públicos para interromper a cadeia de contágio.


Atendimento médico: Busque avaliação de um profissional para confirmação do diagnóstico e notificação sanitária.


Profilaxia pós-exposição (se não vacinado):


Vacina Tríplice Viral: Deve ser aplicada em até 72 horas após o contato com o vírus.


Imunoglobulina: Indicada para bebês menores de 6 meses e gestantes em até 6 dias após a exposição.


Cuidados diários de prevenção:

Higienização das mãos: Lavar frequentemente com água e sabão ou utilizar álcool em gel 70%.


Etiqueta respiratória: Cobrir o nariz e a boca com o antebraço ou lenço descartável ao tossir e espirrar.


Ventilação: Manter portas e janelas abertas para circulação contínua do ar em casas e salas de aula.


Tempo de isolamento: Pessoas com a doença devem permanecer em isolamento por pelo menos 4 a 6 dias após o surgimento das manchas vermelhas.


💡 Orientações Importantes

Pessoas com vacinação completa: Quem tem duas doses registradas é considerado protegido e não precisa repetir a vacina, salvo orientações específicas de bloqueio vacinal da Vigilância Epidemiológica.


Gestantes: Não podem receber a vacina Tríplice Viral por conter vírus vivo atenuado. Por isso, as pessoas ao redor da gestante devem estar com a vacinação em dia para criar uma barreira de proteção.


Segurança do imunizante: A vacina é segura e utilizada há décadas. Eventuais reações, como dor local ou febre baixa, são temporárias e infinitamente menores do que as complicações causadas pela doença.


📢 Proteção Coletiva

Quando a comunidade se vacina, o vírus perde a capacidade de circular. Essa proteção coletiva resguarda recém-nascidos e pessoas com imunidade comprometida que ainda não podem tomar a vacina.


Confira a carteirinha de vacinação da sua família e procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para atualizar as doses pendentes.

 
 
 

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